Estar em minoria, mesmo em minoria de um, não era sintoma de loucura. Havia verdade e havia mentira, e não se está louco porque se insiste em se agarrar à verdade mesmo contra o mundo todo.
1984, George Orwell

Estar em minoria, mesmo em minoria de um, não era sintoma de loucura. Havia verdade e havia mentira, e não se está louco porque se insiste em se agarrar à verdade mesmo contra o mundo todo.
1984, George Orwell

Sim, os cientistas erraram nas previsões de aquecimento global! A coisa é bem pior do que se imaginava. Eles subestimaram a desgraça. A figura abaixo, retirada do material disponível no site do Global Carbon Project, mostra o gráfico da trajetória das emissões globais de CO2 originado de combustíveis fósseis, juntamente com as estimativas do IPCC.

Nesse gráfico, as linhas coloridas (A1F1, A1B, …, B1, B2) representam cenários estabelecidos pelo IPCC (website oficial). Nesse caso, o cenário A1F1(linha vermelha) representa o pior deles, supondo uma emissão intensa de combustíveis fósseis nos próximos anos. Esse cenário, estabelecido em 2000, é considerado catastrófico e sensacionalista por alguns, já que suas estimativas consideraram as piores possibilidades em relação às emissões de CO2. Entretanto, as medições posteriores das emissões de gás carbônico mostram que a realidade é bem pior do que se imaginava. Realmente os cientistas erraram nas previsões, mas erraram pra baixo. As últimas medições são representadas no gráfico pelos dois círculos pretos preenchidos de vermelho. Traçando uma reta através dos pontos das três últimas medições (uma extrapolação talvez até otimista, já que poderíamos supor um aumento exponencial ao invés de linear) podemos ver que, o que nos aguarda no futuro é muito mais catastrófico e do que se dizia. Ao lado do gráfico podemos ver as taxas de crescimento da concentração de carbono na atmosfera. O pior cenário (A1F1) estimava uma taxa de crescimento de 2,71% por ano, de 2000 a 2010. Os dados observados, no entanto, mostram que de 2000 a 2006 essa taxa foi de 3,3% por ano. Dá pra ver claramente que a coisa vai ficar feia. Mas por que os cientistas subestimaram as emissões? Qual a causa desse maior crescimento nas taxas de emissões de CO2? Os cientistas também investigaram essas causas, mas isso fica de assunto para um outro post.
Estou de volta ao(s) trabalho(s). Depois das férias mais longa e mais “férias” dos últimos 6 anos, estou enfim conseguindo acelerar meu ritmo. Na verdade voltei da minha viagem fazem 4 dias, mas gastei um tempo arrumando a bagunça, jogando lixo fora, e só agora os motores estão aquecidos.
Desde que passei no vestibular, e tirei férias de verdade de uns 3 meses pelo menos (as universidades estavam em greve naquela época) que não vou pra casa de férias e realmente descanso enquanto estou lá. Sempre levei algum trabalho pra casa, papers ou livros pra ler, algum bico pra aproveitar o tempo livre. Mas dessa vez eu fiquei a toa. Li bastante quadrinhos de jornal. Fiquei uma semana na praia com a família, tomando agua de coco e comendo açaí todo dia, jogando baralho na sombra, quando não estava de molho na piscina, dormindo ou namorando. Além disso passei uma semana em minha cidade natal, também a toa, assistindo TV inútil, caminhando todo dia.
Sem dúvida vale a pena o descanso. Na verdade acho férias essencial. Para alguns (como eu em um passado não muito distante) pode parecer que é tempo perdido, mas na verdade é o contrário. Tempo perdido é o que se gasta com o trabalho excessivo. A gente trabalha para poder viver, e não o contrário, vive pra poder trabalhar. Além do mais, o tempo que se fica descansando é recuperado em dobro depois – com o ânimo recuperado e a cabeça descansada, a produtividade melhora. Ainda mais quando se adora o que se faz, e, depois de muito tempo longe, já começa a dar saudade do trabalho. Agora, bora detonar no projeto de MS, e que 2008 seja ainda melhor que 2007, para mim e pra todo mundo! =)
O aquecimento global é o tema científico do momento. A freqüência com que esse assunto aparece na mídia é grande, e o debate sobre o futuro do planeta está bastante aflorado na sociedade. O que se vê e ouve é que o aquecimento global é um fato, e que há um consenso entre cientistas de que esse aquecimento é causado pelo homem. De fato, a conclusão dos cientistas do IPCC é de que o aquecimento é devido ao aumento da concentração dos gases de efeito estufa provocado pelo homem, especialmente o CO2. E é nesse ponto que alguns cientistas discordam dos cientistas do IPCC. Segundo os céticos, todos os cientistas do IPCC estão errados em afirmar que o aquecimento global é de origem antropogênica. O argumento desses cientistas é de que esse aquecimento é um fenômeno natural, e que já ocorreu anteriormente na história do nosso planeta, devido basicamente a variabilidade da radiação solar.
O planeta realmente sofre, de tempos em tempos, mudanças na sua temperatura devido a fenômenos naturais. O sol realmente tem influência no aquecimento atual do planeta, porém, ele contribui apenas para uma pequena fração do aquecimento total atual. É no mínimo ingênuo acreditar que as alterações brutais e em escala global que a humanidade vêm provocando no planeta não produzem nenhum efeito no sistema climático. Achar que as milhares de toneladas de gás carbônico que emitimos constantemente para a atmosfera não faz nenhuma diferença para o equilíbrio planeta (mesmo sendo comprovadamente esse gás um causador de efeito estufa) é uma idiotice.
Os resultados das pesquisas científicas apontam claramente as ações do homem como a principal causa do aquecimento global. As conseqüências desse aquecimento, não precisamos de pesquisa para ver. Estão aí, na nossa cara., só não vê quem não quer.
Nos próximos posts vou tentar mostrar, de forma clara e acessível, alguns trabalhos científicos relacionados ao aquecimento do planeta e às emissões de gases de efeito estufa.
Por enquanto, fiquem com os trabalhos do Dahmer:
É impressionante como os bancos enriquecem as custas do nosso suado dinheiro, e ninguém faz nada. E ainda dizem que a livre concorrência funciona nesse caso, e que nós, os clientes/consumidores, temos a opção de escolha. Primeiro, não temos a opção de viver sem utilizar os serviços dos bancos,e não é uma opção deixar de consumir seus serviços. Hoje em dia, até pra respirar temos que possuir uma conta-corrente! Segundo, parece que os bancos não concorrem uns com os outros em relação às taxas. Eu pelo menos nunca vi uma propaganda de um banco que dizia não cobrar algumas taxas, ou que possuía taxas mais baratas, ou qualquer coisa relacionada a menos cobrança. Me parece óbvio que deveria haver alguma regulação do governo nesse caso, já que atualmente os serviços bancários são serviços de primeira necessidade, indispensáveis, assim como a energia elétrica, tratamento de água, telefonia e etc. O fato é que nossas instituições ainda são fracas, e o enorme poder político dos bancos (poder financeiro = poder político, pelo menos nessa nossa “democracia” capitalista) os mantém intocados. E nós, os menos favorecidos financeiramente, como sempre, somos os mais prejudicados.
Em homenagem às sufocantes taxas bancárias, e também aos publicitários que, com seu trabalho e ética, contribuem para tornar a sociedade cada vez melhor, eu ilustro este post com uma ótima tirinha dos Malvados.
“Quando Deus criou o primeiro homem, da atual humanidade, representado por Adão, proibiu-lhe comesse o fruto da árvore da noção do bem e do mal. Tendo-o desobedecido, por indução de Eva, o homem incorreu em pecado e, expulso do seu lar natal, foi condenado a conquistar o sustento com o suor do seu rosto. Mais do que o castigo do trabalho, que lhe seria, afinal, maravilhoso instrumento de progresso e aprimoramento espiritual, ficou como um estigma do homem a inquirição permanente e angustiante de sua mente, vivificada pela árvore da vida, cujo fruto comera. Assim, à fome de alimentos, que era necessário satisfazer, juntou-se a sede de conhecimentos, mais atenazante, mais premente, mais angustiosa, porque é a única que mantém o homem na sua dignidade de filho de Deus.”
Torrieri Guimarães. Trecho do prefácio do livro O Castelo, de Franz Kafka.