Trajetória das emissões globais de CO2 de combustíveis fósseis

29 01 2008

Sim, os cientistas erraram nas previsões de aquecimento global! A coisa é bem pior do que se imaginava. Eles subestimaram a desgraça. A figura abaixo, retirada do material disponível no site do Global Carbon Project, mostra o gráfico da trajetória das emissões globais de CO2 originado de combustíveis fósseis, juntamente com as estimativas do IPCC.

Trajetória das emissões globais de combustiveis fosseis

Nesse gráfico, as linhas coloridas (A1F1, A1B, …, B1, B2) representam cenários estabelecidos pelo IPCC (website oficial). Nesse caso, o cenário A1F1(linha vermelha) representa o pior deles, supondo uma emissão intensa de combustíveis fósseis nos próximos anos. Esse cenário, estabelecido em 2000, é considerado catastrófico e sensacionalista por alguns, já que suas estimativas consideraram as piores possibilidades em relação às emissões de CO2. Entretanto, as medições posteriores das emissões de gás carbônico mostram que a realidade é bem pior do que se imaginava. Realmente os cientistas erraram nas previsões, mas erraram pra baixo. As últimas medições são representadas no gráfico pelos dois círculos pretos preenchidos de vermelho. Traçando uma reta através dos pontos das três últimas medições (uma extrapolação talvez até otimista, já que poderíamos supor um aumento exponencial ao invés de linear) podemos ver que, o que nos aguarda no futuro é muito mais catastrófico e do que se dizia. Ao lado do gráfico podemos ver as taxas de crescimento da concentração de carbono na atmosfera. O pior cenário (A1F1) estimava uma taxa de crescimento de 2,71% por ano, de 2000 a 2010. Os dados observados, no entanto, mostram que de 2000 a 2006 essa taxa foi de 3,3% por ano. Dá pra ver claramente que a coisa vai ficar feia. Mas por que os cientistas subestimaram as emissões? Qual a causa desse maior crescimento nas taxas de emissões de CO2? Os cientistas também investigaram essas causas, mas isso fica de assunto para um outro post.





Fim das férias, mas não da diversão!

11 01 2008

Estou de volta ao(s) trabalho(s). Depois das férias mais longa e mais “férias” dos últimos 6 anos, estou enfim conseguindo acelerar meu ritmo. Na verdade voltei da minha viagem fazem 4 dias, mas gastei um tempo arrumando a bagunça, jogando lixo fora, e só agora os motores estão aquecidos.

Desde que passei no vestibular, e tirei férias de verdade de uns 3 meses pelo menos (as universidades estavam em greve naquela época) que não vou pra casa de férias e realmente descanso enquanto estou lá. Sempre levei algum trabalho pra casa, papers ou livros pra ler, algum bico pra aproveitar o tempo livre. Mas dessa vez eu fiquei a toa. Li bastante quadrinhos de jornal. Fiquei uma semana na praia com a família, tomando agua de coco e comendo açaí todo dia, jogando baralho na sombra, quando não estava de molho na piscina, dormindo ou namorando. Além disso passei uma semana em minha cidade natal, também a toa, assistindo TV inútil, caminhando todo dia.

Sem dúvida vale a pena o descanso. Na verdade acho férias essencial. Para alguns (como eu em um passado não muito distante) pode parecer que é tempo perdido, mas na verdade é o contrário. Tempo perdido é o que se gasta com o trabalho excessivo. A gente trabalha para poder viver, e não o contrário, vive pra poder trabalhar. Além do mais, o tempo que se fica descansando é recuperado em dobro depois – com o ânimo recuperado e a cabeça descansada, a produtividade melhora. Ainda mais quando se adora o que se faz, e, depois de muito tempo longe, já começa a dar saudade do trabalho. Agora, bora detonar no projeto de MS, e que 2008 seja ainda melhor que 2007, para mim e pra todo mundo! =)